"Chamada de Urgência!"

Foi no ano 1860 e tal que apareceu nos jornais um anúncio, mais ou menos assim:

"Um novo invento ao seu dispor. Com este maravilhoso aparelho você pode falar com os seus amigos sem sair de casa. A sua utilização não necessita de mão-de-obra especializada, conhecimentos técnicos ou atenção especial".

Com certeza você já adivinhou que estamos a falar do conhecidíssimo e muito útil - telefone. O anúncio que citamos, ou outros parecidos, foram colocados nos jornais daqueles tempos para lançar o telefone original de Bell - Alexandre Graham Bell. Bell inventou o telefone quase por engano, pois ele estava a tentar produzir uma máquina que permitisse a comunicação com os surdos quando descobriu os princípios básicos do telefone. Através das suas experiências, chegou à conclusão que, fazendo vibrar a voz humana sobre um diafragma de ferro colocado junto a um magneto rodeado por uma bobina de arame, se criava uma corrente fraca que podia ser transmitida por um cabo a outro diafragma semelhante. Assim, em 1866, mais ou menos, nasceu o telefone. E Bell nem sonhava que, no nosso século, iríamos poder telefonar do nosso próprio automóvel - e não só .......

Você, com certeza, já notou, que há qualquer coisa de insistente no toque do telefone que nos obriga - quase - a deixar tudo e correr para o atender. E foi este facto que, uma vez, evitou um suicídio. Farto dos problemas da sua vida, um homem saíu pela janela de um daqueles aranha-céus em Nova Iorque e ficou na saliência, com a ideia de se lançar dali abaixo. Em vão tentaram desviá-lo da sua intenção. Utilizando um alto-falante, a polícia tentou convencê-lo a não matar-se assim. De uma janela próximo um padre procurou conversar com ele, mas tudo sem resultado. De repente, um reporter pegou num telefone e marcou o número do quarto do homem. Parece incrível mas, mal ouviu o telefone a tocar o homem, esquecendo-se da sua intenção, saíu da janela e correu para atender ao telefone. Assim salvou-lhe a vida o toque insistente do telefone

E, já que estamos a falar no assunto, certamente você pode lembrar-se de algumas chamadas telefónicas que mexeram muito na sua vida. Umas trouxeram-lhe alegria, mas houve outras que só causaram tristeza. Alguém disse, e muito bem, que não há nada como o toque de um telefone para produzir no nosso peito toda a gama de emoções: esperança, receio, alívio, alegria ou ansiedade. É que quando levantamos o auscultador do nosso telefone, não sabemos o que vamos ouvir, nunca podemos adivinhar o transtorno que uma simples chamada poderá fazer à nossa vida .......

E as chamadas que a gente faz e ninguém atende? Ou o número está a falar, ou o telefone que queremos chamar está avariado. É muito aborrecido quando ligamos para alguém e sabemos que estão em casa mas, pensamos, por qualquer motivo, não atendem, não respondem."Porque é que ele não vai ao telefone?", perguntamos. "Não ouve, está a ver televisão, ou não quer mesmo atender?" É muito ingrato chamar e não ser atendido. E isto pode acontecer a qualquer pessoa, mesmo àquele que não possui telefone. Como o caso que, uma vez, se deu com uma certa senhora. Os jornais chamaram-lhe: "O CASO DA MULHER CANSADA DE CHAMAR".

A mulher chamou uma vez. Não houve resposta alguma. Voltou a chamar pela segunda vez, mas sem efeito, pois continuou a não haver resposta. Sem dúvida, o marido estava ali. Portanto, chamou mais uma vez mas ele não respondeu. Ora, não há nada que irrita mais do que chamar e não ser atendido. Consequentemente, a irritação ia crescendo como uma chama no peito de Eloísa Terrones de Cajamarca no Perú que, quando chamou pela quarta vez e o marido não respondeu, a mulher, não aguentando mais a irritação e o desprezo, regou com gasolina a barraca e queimou tudo ...

Ora, chamar e não receber resposta; buscar e não conseguir nada; pedir algo que necessitamos e receber apenas indiferença; chorar e ninguém ficar comovido, são todas frustrações queimantes que podem afectar a alma profundamente. A sra. Eloísa Terrones resolveu este conflito na sua alma, e deu assim saída à sua ira e irritação, incendiando a sua casa e causando graves queimaduras no seu marido. Porque é assim, quando se chama e não há resposta sempre fica uma chaga, uma dor, uma ferida grave .......

Enviar uma carta e não receber resposta; fazer um pedido e só receber desdém; fazer uma petição desesperada, como, por exemplo a de uma mãe idosa a seus filhos, ou uma esposa abandonada a seu marido, e, apesar de tudo, continuar na maior solidão, abondono e tristeza, é pior do que a própria morte ...

É assim que acontece neste mundo, entre esta humanidade descarrilada e arruinada. Existe muita dureza de coração, muita teimosia e muita insensibilidade de consciência. E se isto existe entre os seres humanos, e existe mesmo, será que existe também entre os homens e Deus? A Bíblia mostra que Deus também se sente magoado quando Ele chama e ninguém responde? Lemos isto numa passagem deste livro, que cremos ser a Palavra de Deus aos homens. Eis a citação: "Por que razão, quando eu vim, ninguém apareceu? Quando chamei, ninguém respondeu? Acaso se encolheu tanto a minha mão que já não pode remir ou já não há força em mim para livrar?" E mais esta citação: "Estendi as minhas mãos todo o dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos" .......

Todo o ministério de Jesus foi uma tentativa de estabelecer contacto, diálogo, entre Ele e os homens. Todavia, lemos estas palavras: "Ele veio realmente ao mundo, mas o mundo não O reconheceu, apesar de ter sido criado por meio d'Ele. Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam". Por outras palavras, Deus chamou e não foi atendido. Assim sabemos que Deus está a chamar-nos, cada um de nós. E há também uma recompensa para aqueles que O atendem, pois a citação continua: "Mas àqueles que O receberam ..... deu o privilégio de se tornarem filhos de Deus". Será que vamos atender à Sua chamada e ouvir o que Ele tem para nos dizer?

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Contém mensagens, material informativo e duas histórias com música.
1. Ilusões.
2. Enfrentando as realidades.

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