Uma
Volta Pelo Céu!
Prezado amigo, toda a gente
sabe que vivemos num mundo cheio de preocupações
e problemas. É só ver os jornais com as suas primeiras
páginas cheias de más notícias. Às
vezes penso que seria melhor se a gente deixasse de ler jornais
ou de ver o telejornal.
 Tomara eu ser como, por exemplo, o cão vadio
que vejo todos os dias na nossa rua. Tão despreocupado
é, que, muitas vezes, passa uma manhã inteira estendido
no meio da rua, não ligando nada aos carros e camiões
que, quase sem parar, sobem a calçada. Não se preocupa
nada!
Talvez seja por isso que,
segundo uma reportagem recente, os americanos estão a
preparar uma raça especial de cães que, a partir
do ano 2,000, dizem, deverão desempenhar um papel importante
nas viagens espaciais de longo curso. Enviarão cães
para o espaço porque decobriram que estes animais não
sentem o "stress" nem ficam, como os homens, ansiosos
por causa de entes queridos deixados na Terra durante muito tempo.
Outros
médicos descobriram, também, que os cães
não servem para experiências sobre as causas do
"stress" ou ansiedade nos seres humanos. Procurando
ver se o "stress" produzia úlceras nos animais
como, pensa-se, acontece com os homens, não obtiveram
quaisquer resultados pelo simples facto de que os bichos se recusaram
a ficar preocupados sobre coisíssima nenhuma. Lá
está, caro amigo, quer esteja no espaço ou estendido
no meio de uma rua de Lisboa, o grande amigo do homem é,
afinal, mais feliz do que o próprio homem!
E se nós, homens
e mulheres de relativamente pouca importância, andamos,
assim, tão preocupados, como é que ficam "os
grandes" deste mundo, prezado amigo?
Vemos no pequeno ecran
os rostos sorridentes de homens importantes, políticos,
presidentes, estrelas do cinema e outros. Rostos sorridentes,
sim, mas por detras dos sorrisos, quantos problemas, quantas
preocupações?
E, por falar das preocupações
dos grandes homens dos nossos tempos, lembro-me de uma história
verídica que ouvi outro dia a respeito de um estadista
que era bem conhecido. Chamava-se Rajiv Gandhi .......
Rajiv Gandhi, em tempos,
primeiro ministro da Índia, mas, tal como a sua mãe,
Indira Gandhi, tragicamente assassinado, ia absorto em profundas
reflexões. Viajava no seu automóvel oficial, e
dirigia-se para a sua quinta de Mehrauli. Tinha a mente cheia
dos problemas do seu país, e do mundo inteiro, quando,
de repente, viu num campo à beira da estrada um grupo
de jovens praticando paraquedismo.
Naquele momento o ilustre
estadista esqueceu-se das suas preocupações, mandou
parar o automóvel, e foi ter com os jovens pedindo-lhes
licença para dar um salto. Os jovens acederam ao seu pedido
e, estupefactos, assistiram enquanto o chefe do governo do seu
país subiu numa avionete e saltou para terra. Depois,
perante o pasmo e admiração de toda a sua comitiva,
ajudantes, secretários e guarda-costas que temiam pela
sua integridade física, o primeiro ministro disse: "Faz
bem um breve passeio pelo céu" .......
Caro amigo, acho que Rajiv
Gandhi fez uma coisa boa. Lembrou-se dos seus tempos de piloto
na linha aérea estatal "INDIAN AIRLINES", e
teve saudades. Sentiu o desejo de voar outra vez, ainda que fosse
com um paraquedas amarrado às costas e levado por um "jeep".
Assim, um dos homens mais preocupados deste mundo conseguiu livrar-se,
ainda que temporariamente, das suas ansiedades .......
Ora,
amigo, de vez em quando é bom levantarmos os nossos pés
da terra, e darmos o que Rajiv Gandhi chamou de "um breve
passeio pelo céu". A vida está demasiado cheia
de problemas e complicações. Há demasiada
dor, angustia, temor e incerteza neste pobre mundo. A nossa alma
fica esmagada debaixo do peso de cada dia. A carga é muito
pesada. Negócios, família, amigos, parentes, contas
a pagar, compromissos sociais e cargas económicas. Ficamos
quase asfixiados .......
Necessitamos dar uma volta
pelo céu, prezado amigo. Mas como? Se não temos
avião, nem paraquedas? Há uma maneira de dar um
passeio pelo céu, ou melhor, há uma maneira de
experimentar o céu aqui na terra. Vamos explicar como,
caro amigo, através das palavras de um poeta. São
palavras tocantes que descrevem uma experiência que, para
ele, transformou o mundo num céu .......
Depois que Cristo me salvou,
em céu o mundo se tornou;
Até no meio do sofrer é céu a Cristo conhecer
Outrora eu via longe o céu, mas quando Cristo me valeu
Então senti meu coração entrar no céu
de rectidão.
Já não me importa a mim morar em alto monte, à
beira mar,
Em casa ou gruta, pois que, enfim, com Cristo ali é céu
pra mim.
Oh, aleluia! Sim, é céu; é céu fruir
perdão aqui!
No mar, na terra, ou onde for,
É céu estar com Cristo ali.
Sim, prezado amigo, conhecer
a Cristo é conhecer o céu. O apóstolo Paulo,
uma vez jazia numa prisão e sofria bastante. Será
que ele resmungou, será que ele se queixou? De maneira
nenhuma. Da masmorra sairam as seguintes palavras, escritas numa
carta: "Para mim o viver é Cristo, e o morrer
é ganho". Eis um homem que não se importava
com as preocupações, pois Cristo estava com ele,
e ele com Cristo.
Não
quer conhecer Cristo assim, caro amigo?

Contém mensagens, material informativo e duas histórias com música.
1. Ilusões.
2. Enfrentando as realidades.
ENCOMENDE JÁ!
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©1998 Compilação
Dois Dedos de Conversa
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